Curiosidades
Primeira Televisão PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Rui Vilela   
Domingo, 27 Julho 2008 20:45

No longínquo ano de 1964, vindo de Angola a passar uns dias de licença a Portugal, o Sr. Manuel Cardoso, filho do Sr. Manuel Cardoso (Serrador), trouxe-lhe um aparelho de televisão.

Essa televisão foi colocada no armazém anexo ao comércio "soto", para que toda a gente da aldeia pudesse ver os telejornais, as touradas, futebol e alguns outros programas da época. Para isso foram colocadas bancadas com paus grossos, para que pudessem suportar o peso dos assistentes, por vezes enchiam o armazém e era necessário abrir os portões para as pessoas que estavam na rua pudessem ver os programas.

Mas nem todos os programas podiam ser vistos, muitas das vezes não se ligava  a televisão, devido ao consumo de electricidade. Certa era aos domingos havia a transmissão da Missa, havendo sempre grande assistência.

 
Semana da festa da Senhora do Castelo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Rui Vilela   
Domingo, 27 Julho 2008 20:45

A semana que antecedia a festa era uma azáfama para todos, havia trabalho em todo o lado e para todos, em casa e no Santuário.

Uns iam para o caminho a tapar os buracos, com sachos pás, picaretas e carretas para repor a terra onde era necessária. Outros iam para o Santuário, a colocar os paus com as respectivas bandeiras a ondular ao sabor do vento. E entre os paus, as ligações dos fios para a luz que vinha da Quinta da Terrincha.

As mulheres iam enfeitar os andores, com pano de cetim, com flores artificiais, com ramos de carrasco e também com ramos de medronheiro que existia numa fraga no cabeço do S. João. As capelas também eram enfeitadas e colocadas rendas nos altares.

Noutros tempos mais remotos, ainda se ia à "gricha" com carros de bois (ti Paulino) com pipas a carregar água para os tanques que ainda existem na "casa da água", servindo para dar de beber aos "forasteiros".

A primeira iluminação foi com gasómetros, alguns ainda existem no Santuário e por candeeiros à pressão "Petromax", mais tarde foi com um tractor acoplado a um gerador, do Sr. Álvaro Lopes, de Alfândega da Fé. Mais tarde solucionou-se com um motor com gerador, comprado em Santa Comba de Vilariça, proveniente de um lagar de azeite, pelo então comissário Alberto Vilela.
Actualmente tem dois geradores: um a gasóleo e outro a gasolina, ambos provenientes de bases militares (Açores e Porto).

As mulheres na aldeia iam preparando as doçarias que se comiam no dia da festa. Os poucos fornos que existiam na altura, nessa semana estavam cheios de pessoas a fazer os tradicionais doces,  súplicas e económicos.

No dia da festa os músicos eram distribuídos pelas casas das famílias da aldeia, tanto na povoação como na ermida, onde comiam juntamente com as pessoas que os tinham recebido.

Actualizado em Segunda, 29 Setembro 2008 22:58